Momento "como era verde a minha alface" do mês.
Daniel Ferraz, emérito churrasqueiro, à frente da banda mais gritalhona do mundo, em clipe dirigido por André Pagnossim homem da Renascença e doutor em necrologia.
Destaque para a atuação precisa de Dario Pagani como o Velho do Necrotério.
Whiplash!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
"Eu Não Bato Palmas", Name it Yourself
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Show do Metallica no Centrão?

Nada! É o Metrô Sé no dia de ontem. Depois você escuta neguinho falar em "qualidade de vida" e você faz o quê? Ri? Chora?
A ante-sala do inferno.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Uma explicação antes da piada
Qual é o limite do mau gosto no humor?
Não sei, é uma linha muito pessoal, que lida com fatores totalmente subjetivos. Quem perdeu um parente assassinado por um motorista bêbado dificilmente vai rir de uma piada sobre alcool e direção.
Mas quando o humor tenta ser bonzinho, chapa branca, bom-mocista... acho que é tão escroto quanto aquilo que dizem ser grotesco. A boa piada não perdoa ninguém - uma lição que o Monty Python entendia como ninguém. Ou vai dizer que o "coro dos crucificados" no final de A Vida de Brian não é a coisa mais filha da puta, desrespeitosa, genial e hilária que você já viu?
Dito isso: me acabei de rir com isso daqui. Tem amigos que leem esse blog que certamente não gostarão. Mas eu achei maldosamente genial. Genial pra caralho - e todas as hipérboles que se possa inserir.
Chico Barney: o homem do ano, segundo algumas publicações por aí.
Não sei, é uma linha muito pessoal, que lida com fatores totalmente subjetivos. Quem perdeu um parente assassinado por um motorista bêbado dificilmente vai rir de uma piada sobre alcool e direção.
Mas quando o humor tenta ser bonzinho, chapa branca, bom-mocista... acho que é tão escroto quanto aquilo que dizem ser grotesco. A boa piada não perdoa ninguém - uma lição que o Monty Python entendia como ninguém. Ou vai dizer que o "coro dos crucificados" no final de A Vida de Brian não é a coisa mais filha da puta, desrespeitosa, genial e hilária que você já viu?
Dito isso: me acabei de rir com isso daqui. Tem amigos que leem esse blog que certamente não gostarão. Mas eu achei maldosamente genial. Genial pra caralho - e todas as hipérboles que se possa inserir.
Chico Barney: o homem do ano, segundo algumas publicações por aí.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Vila Leopoldina
Se toda cidade é um organismo vivo, como dizem, a Vila Leopoldina é a cloaca de São Paulo. Quase em Osasco, perto da caótica ponte do Jaguaré, é um depósito de lixo orgânico (os arredores do Ceasa), humano (miséria e ladroagem) e comercial (alguns dos piores estabelecimentos nos quais você colocará seus pés). Em nenhuma cidade onde morei peguei um lugar tão trash, salvo talvez as quase-palafitas naquele enclave misterioso entre Taubaté, Pindamonhangaba e Tremembé.
E de agora em diante, o bairro é meu local de trabalho. Trocamos a irrealidade da Vila Olímpia e suas peles perfeitas e restaurantes caros pela extrema realidade da sujeira e malnutrição da Vila Leopoldina. Em comum, só as enchentes - que são piores por aqui.
Agora, eu quero entender: por que um lugar como esse é uma área que está sendo cada vez mais valorizada em termos imobiliários? Se chove, você fica ilhado. Se faz sol, o lugar fede. É longe de tudo que pareça civilização (fora Osasco - se bem que Oz não é propriamente civilização) e o trânsito é uma merda. Então porque estão abrindo condomínios de luxo por aqui e o metro quadrado está subindo cada vez mais de valor para a aquisição (aluguel ainda é baixo)?
Meu palpite é que vem por aí uma "higienização" semelhante àquela que aconteceu no Morumbi, na época da construção da Ponte Estaiada - com o sumiço de mendigos e os misteriosos incêndios provocados por "desleixo dos moradores de rua". Afinal, quando o Rodoanel ficar pronto (mais ou menos em 2122, a julgar pelo ritmo das obras), o Ceasa sai daqui e vai ficar um enorme espaço pronto para loteamento - não é , Kassab?
Enfim, o tempo dirá. Mas até lá, se alguém souber de um lugar minimamente aceitável pra eu almoçar enquanto estiver por aqui, agradeço a indicação.
E de agora em diante, o bairro é meu local de trabalho. Trocamos a irrealidade da Vila Olímpia e suas peles perfeitas e restaurantes caros pela extrema realidade da sujeira e malnutrição da Vila Leopoldina. Em comum, só as enchentes - que são piores por aqui.
Agora, eu quero entender: por que um lugar como esse é uma área que está sendo cada vez mais valorizada em termos imobiliários? Se chove, você fica ilhado. Se faz sol, o lugar fede. É longe de tudo que pareça civilização (fora Osasco - se bem que Oz não é propriamente civilização) e o trânsito é uma merda. Então porque estão abrindo condomínios de luxo por aqui e o metro quadrado está subindo cada vez mais de valor para a aquisição (aluguel ainda é baixo)?
Meu palpite é que vem por aí uma "higienização" semelhante àquela que aconteceu no Morumbi, na época da construção da Ponte Estaiada - com o sumiço de mendigos e os misteriosos incêndios provocados por "desleixo dos moradores de rua". Afinal, quando o Rodoanel ficar pronto (mais ou menos em 2122, a julgar pelo ritmo das obras), o Ceasa sai daqui e vai ficar um enorme espaço pronto para loteamento - não é , Kassab?
Enfim, o tempo dirá. Mas até lá, se alguém souber de um lugar minimamente aceitável pra eu almoçar enquanto estiver por aqui, agradeço a indicação.
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Mais de melhores...
Continuam as listas de melhores disso, melhores daquilo. Estou em mais uma do Scream&Yell, dessa vez a dos "Melhores de 2009". Como sempre, já rola uma mudança de ideia: logo após ter respondido ao e-mail do MArcelo Costa, consegui os discos X, do Daniel Melero, e Mucho +, dos Babasónicos, que certamente teriam entrado na lista. E me esqueci, imperdoavelmente, de "Eu Não Sou um Bom Lugar", do Hotel Avenida. Mas enfim, tá lá. E como sempre, eu discordo do resultado geral, principalmente dos nacionais (Céu? Ah, tá. Só se fosse "Melhores Pernas de 2009"). Mas vale a brincadeira.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Fica com Deus, Dogui!
Fiquei sabendo pelo blog do Rubens. Aí fui lá pro blog do Ivan e da Adri e vi que ele se foi.Pô...
Toda vez que eu ia/vou pra Curitiba, tinha/tenho que visitar o Ivan e a Adri. E visitar os dois - duas das pessoas mais queridas, inteligentes e amáveis que eu conheço - siginificava também visitar o Dogui e a Baby, cães tão amigos e parceiros quanto seus...
Eu ia escrever "donos", mas o Ivan e a Adri nunca foram "donos" do Dogui, da Baby ou dos outros (muitos) bichos que passam por aquela casa. Eles estavam mais para irmãos, cúmplices, parceiros - aqueles camaradas que deixam os amigos viver sua vida, os ajudam dentro do possível e sabem que podem contar incondicionalmente com eles quando a barra pesar. É a relação que eu via entre eles. Uma relação que, no meu léxico, é a única que pode ser chamada de amor.
O Jello Biafra diz, naquele livro Barulho, do André Barcinski, que a gata dele, Pippen (provavelmente já falecida também) era "um museu do rock underground americano. De Subhumans a Hüsker Dü, todo mundo já usou Pippen como travesseiro". Bom, o Dogui era um museu do underground brasileiro, mas ninguém nunca usou ele como travesseiro. A gente - e digo "a gente" porque eu sempre me senti acolhido naquela casa desde a primeira vez que fui lá, levado pelo Rubão em 2005 - a gente sempre acariciava ele, puxava umas frases que ele respondia com piedoso silêncio. E isso era um ato de gentileza dele. Aa maioria de nossas frases retóricas e ocas ("não vai no Rock de Inverno hoje, Dogui?") merecia uma mordida ou pelo menos um latido - a não ser quando o Carlinho La Carne falava. Esse tinha uma comunicação mais profunda com o Dogui.
Eu me lembro do Dogui já velhinho carregando o "brinquedo" dele pela casa - um grande regador de plástico, todo mastigado. Mesmo velho, Dogui brincava - sem a urgência de um filhote, era mais a alegria genuína de bicho que sabe brincar. Me lembro da gente fumando narguilé entre as plantas da Adri e, enquanto a Baby ia atrás de cafunés com aquele olhar irresistível e aquele pelo macio, o Dogui só ficava por perto, de olho. Só queria saber que a gente estava por perto.
Da última vez que eu fui lá - em fevereiro de 2009, quando achei que ia morar de vez em Curitiba (não rolou, claro) - o Dogui já tava bem doente, reumático e bufante, e precisava de remédios para aguentar o dia. Mas apesar da dor, ele ainda tentava ficar perto a maior parte possível do tempo. Só se afastava por uns tempos ou porque não queria causar mais preocupação mais ou por querer ser reservado mesmo.
Lembro que, quando saí de lá, a Lidi falou que achava que talvez já fosse hora de sacrificar, pra não prolongar mais o sofrimento. Sempre achei a eutanásia um ato de verdadeiro amor, de verdadeira piedade. Um ato dificílimo, extremamente duro, que mostra o quanto de nosso amor é desapego, com o qual muitos animais são abençoados e do qual muito seres humanos são privados por causa de noções equivocadas de piedade. E quando minha mãe levou a única cadela que viveu em nossa casa para o veterinário, em 2004, eu entendi o ato dela - e porque ela, minha mãe, demorou tanto para tomar a decisão, mesmo o bicho tendo estado ruim por meses. É que o amor dela, do meu pai e do meu irmão (sim, do irmão que eu tanto vilipendio aqui) era tão grande - e o dela por eles, maior ainda - que a vida do bicho se justificava, apesar da dor.
A vida ia além da dor.
E para mim, pareceu óbvio que era por isso que o Dogui tava ali ainda - nem tão firme, nem tão forte. Mas cheio de amor - pelo Ivan, pela Adri e pelos outros irmãos de quatro patas daquela casa.
Não é que agora o amor acabou. Mas o Dogui fez o que teve que fazer e foi descansar lá os os cães descansam.
Posso dizer, de minha parte, que minha vida seria menos feliz se eu não tivesse conhecido o Dogui. E posso dizer que agora tenho um amigo a menos para visitar em Curitiba.
Um abraço, Dogui. Te dei vários enquanto você estava vivo, e se eu tô chorando agora, é porque não vou poder dar mais nenhum. Mas fico feliz paca por ter te conhecido.
Fica em paz, meu brother. Até!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Cena cotidiana 2 - Take um
(Personagens: eu e um senhor de cabelos brancos, gordo e baixinho)
(Cenário: canteiro da avenida Paulista em frente à FNAC. Manhã ensolarada de sábado, quase meio-dia).
(Os carros passam velozes. O velho irrompe:)
Senhor gordo e baixo: Os carro vão acabar com o mundo, rapaz!
Eu: Hã?!
SGB: Carro. Eles vão acabar com o mundo. Carro, computador, celular e mulher. É eles que vão acabar com o mundo.
E: Hahahahahahahahahahahahaha!
SGB: É sério! Carro, computador, celular, mulher. E internet. Vai acabar com tudo!
E: Pô, mas o que mulher tem a ver com isso?
SGB: (solene) Mulher é um perigo, rapaz! Pode virar com a cabeça de um homem. Destrói...
E: (falsamente gaiato) Mas vai dizer que dá pra viver sem mulher, tio?
SGB: (falsamente risonho) Ah, não! Aí é pedir demais, né? Caboclo não aguenta. (agora preocupado, solenmente preocupado) Mas que vai acabar com o mundo vai.
(O sinal fecha, atravessamos a rua e seguimos em direções opostas. Fim).
(Cenário: canteiro da avenida Paulista em frente à FNAC. Manhã ensolarada de sábado, quase meio-dia).
(Os carros passam velozes. O velho irrompe:)
Senhor gordo e baixo: Os carro vão acabar com o mundo, rapaz!
Eu: Hã?!
SGB: Carro. Eles vão acabar com o mundo. Carro, computador, celular e mulher. É eles que vão acabar com o mundo.
E: Hahahahahahahahahahahahaha!
SGB: É sério! Carro, computador, celular, mulher. E internet. Vai acabar com tudo!
E: Pô, mas o que mulher tem a ver com isso?
SGB: (solene) Mulher é um perigo, rapaz! Pode virar com a cabeça de um homem. Destrói...
E: (falsamente gaiato) Mas vai dizer que dá pra viver sem mulher, tio?
SGB: (falsamente risonho) Ah, não! Aí é pedir demais, né? Caboclo não aguenta. (agora preocupado, solenmente preocupado) Mas que vai acabar com o mundo vai.
(O sinal fecha, atravessamos a rua e seguimos em direções opostas. Fim).
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