É o fogo, que outra vez toma o que aconteceu ontem e cauteriza minhas feridas a custa de muita dor.
É o peso, que curva minha coluna cada vez mais na descendente: peso do matrimônio, peso do patrimônio, peso da figura paterna.
Sou eu, em feridas e outras pústulas na pele.
Eu, gordo e mal alimentado.
Eu, sujo e bem-apresentado com roupas baratas de corte bonito.
Eu, comprando o que não quero, para manter uma vida que não criei.
Eu, homem maduro, sereno e adulto. Emasculado não fosse pela pornografia digital.
Eu, martelando erraticamente teclas de um computador velho, na casa onde agonizam meus pulmões.
Eu, escrevendo o canto do cisne, minha última despedida, um ex-“homem livre” agora cônscio de sua prisão.
Eu, migrando para o fim ou para a redenção
(não a redenção cristã, mas aquela que purga ainda em tempo os mortais, assassinos pecados do comodismo)
Eu, direto à mim ou ao nada, rogando para que os dois destinos sejam, realmente, diferentes.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
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2 comentários:
daí leo. ó só. aqui tem o primeiro disco do BAAF pra baixar
http://www.stereotoaster.com.br/downloads.html
abs
Você é foda e eu gosto de você. :D
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