sexta-feira, 14 de agosto de 2009

El Cuarteto de Nos

El Cuarteto de Nos era uma banda uruguaisa de bosta, uma espécie de mescla entre o pior do Língua di Trapo com Espírito da Coisa (aqueles do "Ligeiramente Grávida"). Depois de anos fazendo merda atrás de merda, resovleram botar pra fuder, chamaram Juan Campodônico - baixista da banda Peyote Asesino e produtor com pegada de macho - para comandar uma regravação de seus, digamos, "melhores momentos", na base do "ou vai ou racha".


Foi. El Cuarteto de Nos, de 2004, é um disco de rock encorpado, bem tocado e com letras que contam historinhas absurdas com rimas inteligentíssimas. A coisa só melhorou em Raro, de 2006, disco que comentei bastante em blogs e sites por aí (tá lembrado do Cràse, Boi?).


Talvez por isso tenha ficado cheio de expectativas quando soube que ia sair disco novo. Bipolar vazou na net (sei...) antes do seu lançamento, com direito a chiadeira de produtor (Campodônico), gravadora (esqueci) e Roberto Musso (megalomaníaco líder da banda). O que é esquisito ao se levar em conta que eles haviam colocado prévias de todas as faixas no YouTube. Vai saber.


Mas a decepção, oh Pirineus, foi inevitável. Claro. Quando se espera muito, é quase certo que a frustração vai chegar a galope. Mas ela não precisa ficar na cocheira pra sempre, né?


É por isso que, passado mais de um mês que baixei a coisa (e não acho mais links válidos, os nóias parecem ter conseguido limpar tudo quanto é descarga gratuita), posso dizer tranquilo que o disco não é bom. Uma pegada meio disco aparece muitas vezes onde não deve, numa onda de Franz Ferdinand terceiro-mundista que não pode e nem deve ser perdoada. Fora a genial "Me Amo", as rimas de Musso já não são um dezoito avos do que eram - chegam até a ser desanimadoras em "Mirenme". O peso às vezes lembra Offspring. Nhé.


Mas -merda! - não posso negar que gostei de umas coisas. Quem é que consegue não cantar "El Hijo de Hernandez"? Truque fácil, e eu caí. Com alegria. "Malherido" também é uma beleza, um dos melhores momentos do baixista e eventual vocalista Santi Tavella (ainda que os metais não precisassem ficar soterrados na mixagem). "Me Amo" é aquela coisa linda, os Beatles cantando em espanhol nos anos 00 e desconstruindo o próprio ego com egomania (ou Roberto Musso estava falando sério, vai saber).


O problema é que acaba aí. Tem um ou outro lance bacana ("Doble Identidad" e "Primavera"), o que dá meio álbum razoável. Aliás, são canções que eu tenho ouvido pra cacete. Mas fica aquela sensação de que poderia ter sido mais.

Tiozões.

3 comentários:

Túlio disse...

baixei e to ouvindo agora. desde já achei genial "breve descripción de mi persona".

Wagner Melo disse...

Eu gostei do album!
Estou bem viciado nas baladinhas breve descripcion de mi persona e malherido =)

Os caras sao bons, vai!

Unknown disse...

Eu achei do caralho, embora Raro seja melhor.