Ou acaba? Callejeros absolvidos, livres da acusação de terem sido co-reponsáveis pela morte de 194 pessoas em seu show em Cromañon, em Buenos Aires.
Quem lia meus outros blogs viu que já escrevi muito sobre o assunto, e até fiz uma matéria enorme sobre isso no Scream&Yell. E hoje, depois de tanta lenga, o resultado: Chabán, dono de Cromañon, condenado a 20 anos, o empresário da banda pegou 18 e os músicos, nada.
Nada.
Apesar das toneladas de evidências -- em áudio, vídeo e texto - que documentavam as declarações do vocalista Patricio Fontanet a favor do uso de fogos de artifícios em seus shows, apesar dos vídeos que mostravam integrantes da banda entregando fogos ao público de seus shows, apesar de eles terem tido que a banda era "auto-gestada" (ou seja, todos eram co-responsáveis por tudo), os seis músicos foram declarados inocentes.
O que eu tenho a ver com essa história? Por que ela me afeta? Acho que posso resumir tudo com o que uma mãe de um dos garotos falecidos disse na época: "meu filho saiu de casa para ver um show, e não para se imolar em um ritual estúpido".
Tá aí.
O que é o rock? Pirotecnia? Prêmios duvidosos? A senilidade do Charly Garcia, a apatia do U2, a usina de entretenimento pré-a-porter dos dinossauros? Talvez seja tudo isso, e é deplorável que o seja.
Mas não é sacrifício. Não é ter seu corpo queimado por causa da vontade de botar mais grana no bolso.
Pensei que só em guerras as pessoas fossem queimadas por ganância e saíssem impunes. Me enganei mais uma vez.

Nenhum comentário:
Postar um comentário